Limpar cache e histórico de navegação protege seus dados; saiba porquê fazer – 07/03/2021

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Quem usa dispositivos eletrônicos sempre se depara com os termos cache, cookies, histórico e encriptação. A princípio, as palavras parecem complicadas e enigmáticas, mas são funcionalidades essenciais dos navegadores de internet modernos. Não saber gerenciá-las e distingui-las pode gerar dores de cabeça e colocar em risco informações preciosas sobre hábitos e privacidade em universal. Isso vale para quem usa computadores e celulares para o trabalho, estudos e até mesmo para diversão.

Um navegador pode zelar o histórico de visitação de sites por tempo indefinido. Ele faz isso para ajudar o usuário a desvendar informações antigas que possam ser valiosas, porquê aquela receita de bolo que você leu três anos detrás, o nome daquele livro que foi citado em um item interessante ou até mesmo quando foi feita uma consulta de situação cadastral no site da Receita federalista.

Alguns dados sensíveis, porquê logins, senhas, anotações (no caso de editores de texto online, porquê o OneNote ou o Google Docs), lista de leituras e visitas a sites, e-mails, fotos, vídeos e outros conteúdos confidenciais podem tombar em mãos erradas caso alguém mal-intencionado tenha oportunidade de chegada à vítima.

“Antigamente, na estação das famosas lan houses [estabelecimentos semelhantes à cibercafés, onde se pode usar um computador compartilhado com acesso à internet para diversas finalidades] era muito universal a reinação de permanecer olhando o histórico de navegação da pessoa que acabou de transpor da máquina. As pessoas não sabiam que era provável bisbilhotar o que você tinha feito de acessar”, relembra Lucas Fernandes Galvão, perito em cibersegurança.

“Quando uma máquina é usada no dia a dia, várias informações importantes são guardadas. Imagine uma pessoa que leva seu notebook e, por casualidade, é assaltada ou perde o aparelho no ônibus. Algumas pessoas usam HDs [discos rígidos, onde as informações e arquivos são salvos e armazenados para uso contínuo] criptografados, ou seja, codificados de um jeito próprio e seguro. Mas a maior segmento, não. E para essas pessoas, o risco de ter informações pessoais visualizadas por estranhos é imensa.”

Lucas alerta também para o transe da perda de informações de trabalho ou até mesmo o chegada às redes sociais da vítima — situação que cria oportunidades para golpes financeiros, além de mensagens indesejadas que podem gerar imensos transtornos.

Soluções

O cache é onde ficam localizados os arquivos temporários do dispositivo. Sempre que um site é visitado, algumas informações são baixadas para o computador para agilizar o carregamento do texto. Isso também acontece com imagens, sons, vídeos, certos scripts e códigos.

As informações que o usuário insere ficam armazenadas nos cookies — pequenos e valiosos fragmentos de identidade que permitem ao servidor identificar aquele chegada. Juntando todas essas pequenas peças, é provável rastrear com precisão porquê se deu a interação entre a página e o usuário. Para evitar o transe, limpar o cache deve se tornar uma rotina – principalmente se o equipamento for de uso coletivo ou profissional.

Veja porquê limpar a memória cache dos principais navegadores:

Chrome

No navegador da Google, basta buscar a opção “Preferências” no botão de reticências verticais do lado recta da barra de endereços. Lá, vá em “Configurações”. Em seguida, basta desvendar a opção “Limpar dados de navegação”. A dica funciona para todas as plataformas que rodam o navegador: Windows, MacOS, Linux, Chromium e demais sistemas operacionais.

Imagem: Reprodução

Firefox

O navegado da Mozilla também é bastante amigável com quem deseja excluir dados pessoais. Ao lado da barra de endereços, um botão com três barras abre o menu. Selecione “Opções”. Um menu ao lado recta apresenta o item “Privacidade e Segurança”. Clique na opção e role a tela para reles até encontrar “Cookies e dados de sites”. Selecione “Limpar dados” e confirme. Novamente, o processo vale para todas as versões desktop do navegador.

Firefox - apagar cache - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Safari

Ao penetrar o aplicativo, na barra superior — ao lado da maçãzinha — selecione “Safari”. Na sequência, escolha “Preferências”. Na aba “Privacidade”, escolha “Remover Todos os Dados dos Sites”. Confirme com o “Remover agora”. O Safari está disponível exclusivamente no MacOS.

Safari - apagar cache - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

No celular

Vá em “Ajustes” e selecione “Safari”. A opção de “Limpar Histórico e Dados dos Sites” estará à vista. Confirme.

Safari app - apagar cache - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Do lado recta da barra de endereços, toque na reticência vertical e selecione “Configurações”. A opção “Limpar dados de navegação” está logo aquém das opções iniciais, basta resvalar para reles. Confirme no botão “Limpar dados de navegação”.

Firefox app - apagar cache - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Parecido com o processo anterior, busque as opções de menu do lado recta da tela. Toque em “Configurações”, logo em seguida “Privacidade e segurança”. A primeira opção é a desejada: “Limpar dados de navegação”.

Chrome app - apagar cache - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Modo incógnito

Uma forma simples e eficiente de manter o anonimato é usar o modo incógnito do navegador. Apesar de não camuflar totalmente as ações do usuário — já que os servidores requisitados ainda coletam o IP (Internet Protocol, uma identificação única que faz segmento de um sistema de regras para envio e recebimento de informação pela internet) daquela visitante —, o modo garante que as informações daquela sessão de navegação não sejam guardadas localmente. Isso significa que credenciais, cookies, formulários preenchidos e históricos utilizados naquele momento não serão armazenados.

Firefox - modo oculto - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

“A navegação anônima é facilmente atingível e ajuda bastante quem tem preocupações com a privacidade. simples, ela não vai te salvar de um hacker ou um vírus, mas ela faz segmento do que podemos invocar de ‘hábito saudável’ na hora de se usar um computador”, alerta Lucas.

A função está disponível em todos os browsers modernos e pode ser facilmente acessada. Veja os atalhos para cada navegador na tábua aquém:

Chrome:

ctrl+shift+N (Windows)
cmd+shift+N (MacOS)

Firefox:

ctrl+shift+P (Windows)
cmd+shift+P (MacOS)

Microsoft Edge (Windows)

ctrl+shift+N

Safari

cmd+shift+N

Chrome:

Selecione as reticências verticaisno lado recta da barra de endereços e escolha “novidade aba no modo incógnito”

Firefox:

Dê um toque no quadradinho do lado recta da barra de endereços. Basta escolher o ícone com a máscara no menu seguinte

Safari:

Dê um toque no botão de abas e escolha “Privado”

Chrome - Modo oculto  - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

enfim, meus dados estão seguros?

Dados e informações são extremamente preciosos nos dias atuais. Enquanto o usuário corre para manter-se em sigilo, as grandes empresas de tecnologia usam todas as ferramentas possíveis para recrutar cada vez mais segredos pessoais. Ler os termos de uso e ser consciente ao comportar permissões de aplicativos – tanto no computador quanto no celular – pode ser crucial para diminuir o fluxo de informações fornecidas, argumenta Galvão.

“Pense muito. Para que um aplicativo de filtros de fotos quer sua permissão para acessar sua agenda de contatos? Ou para que uma rede social quer ler seus e-mails? Seu perfil porquê consumidor e porquê usuário vale muito moeda, exatamente porque aumenta a chance de sucesso dos anúncios que você vê enquanto navega te convencerem a comprar alguma coisa. As empresas sabem o que você procura e te oferecem exatamente aquilo, na hora exata”, informa o perito em cibersegurança.

Para manter-se em um ciclo saudável de uso de tecnologias, visite exclusivamente sites confiáveis, limpe os dados de navegação em ciclos curtos — de 15 dias a um mês — e troque periodicamente suas senhas.

Lucas lembra, ainda, que o chegada a redes Wi-Fi desconhecidas também pode gerar perda de privacidade. “Quando a gente vê wi-fi sem senha, já fica com o dedo tremendo para poupar o pacote de dados. Mas tudo que passa por aquela rede é visível para o gestor dela, portanto fica a dica: o prejuízo de perder os dados do cartão de crédito ou a senha do e-mail são muito maiores”, finaliza.

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